Os indicadores da manutenção servem para medir a
eficácia da manutenção, conforme definição
Análise de Falhas: Necessária para identificar
quais as maiores causas de manutenção, quais os sintomas relacionados e quais
intervenções foram realizadas para corrigir o problema. Esta análise auxilia a
engenharia da manutenção a definir melhor nos planos de manutenções as tarefas
a serem realizadas, possibilitando que seja realizada através de uma preventiva
uma intervenção que sempre vinha sendo realizada por corretiva, evitando assim
a paralisação do equipamento para correções.
Esta análise é realizada através da avaliação dos
gráficos de Pareto, onde pode-se utilizar a Lei de Pareto (também conhecido
como princípio 80-20), a qual afirma que para muitos fenômenos, 80% das
consequências advém de 20% das causas.
MTBF – Mean Time Between Failures (TMEF - Tempo
Médio entre Falhas): Define qual o período médio entre as intervenções
realizadas no equipamento, sendo que quanto maior for este tempo, melhor será o
indicador, pois demonstra que o equipamento tem um período maior de disponibilidade
para a produção.
Para se calcular o tempo médio entre falhas, o qual
é em horas, utiliza-se a diferença entre a somatória dos tempos entre as
aberturas das manutenções sobre o número total de intervenções.
Um dos sinônimos que podemos utilizar para este
indicador é a palavra Eficácia.
MTTR - Mean Time To Repair (TMPR - Tempo Médio Para
Reparo): Define qual o tempo médio que durou a intervenção realizada o
equipamento, sendo que quanto menor for este tempo, melhor será o indicador,
pois demonstra que a manutenção está sendo realizada com eficiência. Este tempo
inclui o que foi gasto no reparo e todas as esperas que retardam a colocação do
equipamento novamente em operação.
Para se calcular o tempo médio para reparos, o qual
também é medido em horas, utiliza-se a somatória dos tempos das intervenções
sobre o número total de falhas.
Um dos sinônimos que podemos utilizar para este
indicador é a palavra Eficiência.
Disponibilidade: Pode ser conceituada numa primeira
abordagem como sendo o tempo em que o equipamento, sistema ou instalação está
disponível para operar ou em condições de produzir. É a relação entre o tempo
em que o equipamento ou instalação ficou disponível para produzir em relação ao
tempo total.
Existem varias opiniões de como medir esse indicador num sistema. A pergunta que se coloca é se devemos considerar a soma de todos os componentes e serviços, mesmo que não tenha ocorrido uma paralisação total do equipamento?
Autor: Marcio Willwock
